O caso de perseguição neonazista: violência digital iniciada em 2019
“João” procurou uma empresa parceira de perícia digital em 2021 para remover do Twitter e do Instagram dezenas de publicações ofensivas direcionadas a um perfil conhecido como Edmundovandamme. A empresa recusou o caso — e, pouco depois, passou a ser atacada diretamente pelo próprio Edmundo, que iniciou perseguição sistemática contra membros da equipe em todas as redes sociais.
Outras vítimas apontaram reportagens que relacionavam Edmundo a grupos neonazistas envolvidos em ataques racistas.
Registros policiais foram feitos, inquérito instaurado e uma ação cível por indenização ajuizada. Revoltado, Edmundo chegou ao ponto de ingressar com processo contra suas próprias vítimas no juizado especial de sua cidade.
O caso ganhou grande repercussão na imprensa, com mais de 30 reportagens na TV e internet. Edmundo segue respondendo processo criminal — e continua perseguindo mulheres, incluindo a noiva de um delegado que o interrogou.